Museu Paraense Emílio Goeldi, Ministério da C&T, Instituto Evandro Chagas e Universidades do Pará levam noções de ciência às populações tradicionais paraenses
Rádio Escola é uma estrutura educadora transdisciplinar, regulamentada pela resolução 63 de outubro de 2005, do Ministério das Comunicações. Visa formar para o uso educativo da comunicação na linguagem radiofônica e auxiliar a formação continuada de educadores, educandos e comunidades, através da experimentação técnica e de sua programação. A transmissão pode ser feita por caixas de som ou por antenas de transmissores de até 25 watts. Como vantagens, ainda, fortalece a cultura local e propicia a mobilização de novos projetos de rádios comunitárias. No âmbito das Rádio-Escolas Verdes, orientadas para moradores de áreas protegidas, comunidades tradicionais e indígenas, enfatizamos a presença da Rádio-Escola em escolas não formais e informais, bem como a sua interface com a difusão via internet.
Visite a Rádio Verde.
O Museu do Índio vai inaugurar no próximo dia 19, terça-feira, às 11h, a exposição "Tisakisu: Tradição e Novas Tecnologias da Memória" com 11 vídeos e 100 fotos dos Kuikuro (Alto Xingu - MT), além de dois filmes produzidos pelos próprios xinguanos e premiados em festivais nacionais.
Como manter viva a tradição em um contexto de mudança? Diante das transformações tecnológicas que seduzem os jovens, os mais velhos temem a perda do modo de ser-e-fazer xinguano, de todo o universo mítico-ritual que consolida a identidade de um povo.
Esta é a questão apresentada na exposição, que pretende oferecer aos visitantes informações para uma reflexão sobre o dualismo Tradição X Modernidade em que vivem atualmente os povos do Parque do Xingu.
Um dos destaques da exposição será o filme "Nguné Elü: O Dia em que a Lua Menstruou", 28 minutos, de Mariká e Takumã Kuikuro. Ele mostra o ritual do eclipse da lua e todos os simbolismos que este traz para o povo Kuikuru.
O trabalho participou da mostra Vídeo nas Aldeias do Festival de Rondônia, onde ganhou o Prêmio Chico Mendes de Melhor Documentário 2004.
O Museu do Índio fica na Rua das Palmeiras, 55. Botafogo, RJ.
Informações pelo fone (21) 2286-8430.
Saber da Floresta vai capacitar em apicultura, agrofloresta, reciclagem e manejo florestal.
Logo após a realização da Reunião Anual da SBPC para discutir em Cruzeiro do Sul a Universidade da Floresta, no município de Marechal Thaumaturgo, também no Acre, foram entregues os prédios do projeto Saber da Floresta, do povo Ashaninka.
O MEC quer criar uma política pública para apoiar o desenvolvimento de cursos superiores indígenas. Entre as medidas necessárias estão regras administrativas e econômicas para facilitar a abertura de cursos, a contratação de professores e o apoio logístico para a manutenção das aulas
O tema será discutido no Seminário Nacional de Avaliação do Programa de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind), que começa na quinta-feira, dia 30, e se estende até 2 de dezembro, no auditório da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB).
Segundo o coordenador-geral de educação indígena do MEC, Kleber Gesteira, o evento vai reunir todas as universidades que oferecem cursos de licenciatura indígena para trocar experiências e avaliar as necessidades do segmento educacional.
"Queremos ampliar esses cursos superiores para formar professores indígenas e ampliar a oferta do ensino fundamental nas aldeias", disse Gesteira. "Atualmente, elas oferecem aulas só até a quarta série."
Criado em 2005, o Prolind apóia universidades públicas no desenvolvimento de projetos de cursos de licenciatura para formação de professores indígenas que integrem ensino, pesquisa e extensão e que valorizem a língua, a expressão cultural, a gestão e a sustentabilidade dos povos.
Atualmente, 880 indígenas estudam em sete universidades. O primeiro curso superior voltado para índios foi criado em 1999, na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
Participam do seminário as secretarias Educação Superior (SESu/MEC) e de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC); a Unesco, a UnB, a Unemat, a UFMG), a UFRR), a UFGD e do UFTO, a USP e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Também integrarão os debates representantes das 13 instituições de ensino superior que têm projetos de criação de cursos de licenciatura indígena.
JC e-mail 3151, de 28 de novembro de 2006
(Flavia Nery, Assessoria de Comunicação do MEC)
O Salto para o Futuro e a TV Escola/MEC comemoram o dia dos professores deste ano com um especial sobre educação escolar indígena.
Editado pela Paulus, de São Paulo, o livro: " Motará I, O simbolismo nas culturas indígenas brasileiras" , foi organizado pelo médico-psiquiatra, analista junguiano, Carlos Amadeu Byington, fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica e conta com 14 textos sobre o assunto.
De outubro a dezembro deste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai ouvir os oito povos indígenas do estado - pataxó, maxacali, xacriabá, crenaque, aranã, caxixó, xucuru-cariri e pancararu - sobre a abertura de vagas específicas para eles nos vestibulares em cada um dos 50 cursos de graduação.
Começa em 16 de julho a 1ª. etapa do Curso de Licenciatura para Professores Indígenas do Alto Solimões, que reunirá 250 professores, sendo 230 ticunas e 20 de outras etnias que atuam em escolas dos municípios de Benjamin Constant, Tabatinga, SP de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins, na região do alto rio Solimões, Amazonas
Vilma Homero escreve para o “Boletim Fapesp”:
Em sua pesquisa sobre transformações indígenas, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, analisa o impacto das mudanças que ameaçam modo de vida tradicional dos índios e conclui que eles são "um Brasil em miniatura"












